Exercício Físico e Osteoartrite
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A importância do exercício físico na osteoartrite

Vários estudos realizados sensibilizam a população para a importância do exercício físico em casos de osteoartrite. Mas, primeiro, é preciso compreender o que é a doença e quais os sintomas associada a ela.

A osteoartrite é uma doença crónica das articulações que, geralmente, afeta as articulações do joelho, anca e mão. As pessoas com osteoartrite apresentam sintomas como:

  • Dor;
  • Dificuldade em realizar atividades da vida diária;
  • Problemas de sono;
  • Fadiga.

Verificam-se também limitações físicas como por exemplo:

  • Rigidez articular;
  • Fraqueza muscular;
  • Proprioceção alterada;
  • Equilíbrio reduzido;
  • Anormalidades da marcha.

Além destes sintomas, surgem, por vezes, problemas psicológicos, como por exemplo depressão e ansiedade.

A importância do exercício físico na osteoartrite

Vários estudos realizados sensibilizam a população para a importância do exercício físico em casos de osteoartrite. Assim, as diretrizes clínicas recomendam, universalmente, o exercício físico. Independentemente da idade do paciente, articulação envolvida, gravidade do exame radiográfico, intensidade da dor, níveis funcionais e associações de uma ou mais doenças na mesma pessoa.

Contudo, a prescrição de exercício físico deve ser individual. Primeiramente, é realizada uma avaliação ao paciente, que ajuda na tomada de decisão compartilhada entre o paciente e o profissional de saúde.

Dos estudos realizados até ao momento, a maioria centra-se nos efeitos do exercício na osteoartrite do joelho. Existem menos estudos para articulações como a anca e a mão.

Atualmente, portanto, existe evidência científica suficiente a suportar os benefícios do exercício físico na osteoartrite do joelho. São eles: diminuição da dor, melhoria da rigidez articular, aumento da força muscular e melhoria da qualidade de vida.

Em relação à osteoartrite da anca, é necessário a realização de mais estudos. Contudo, os existentes demonstram resultados pouco significativos na diminuição da dor. Verifica-se, apenas, uma melhoria na condição física geral. Já nos estudos realizados para a osteoartrite da mão não se verificam resultados significativos.

Assim sendo, os maiores benefícios do exercício físico são na articulação do joelho.

Exercícios recomendados para a osteoartrite

As diretrizes clínicas indicam exercícios de fortalecimento muscular, mobilidade articular, condicionamento cardiovascular, exercícios neuromusculares e treino de equilíbrio.

A magnitude dos benefícios do tratamento por exercício físico é pequena a moderada, mas, quando comparados com a medicação oral, verifica-se que o resultado é semelhante. Além disso, existe a vantagem do exercício físico não causar efeitos colaterais ao contrário do tratamento medicamentoso.

Por outro lado, há evidência científica numa intervenção combinada de fortalecimento muscular, flexibilidade e exercícios aeróbicos para melhorar a função de pacientes com osteoartrite. Em relação ao fortalecimento muscular, estudos defendem que, em pacientes com osteoartrite do joelho, este deve ser realizado nos principais grupos musculares dos membros inferiores, nomeadamente no glúteo máximo, quadricípite, isquiotibial e tricípite sural.

O exercício aeróbico é benéfico para melhorar a dor e a função física. Assim, combinado à restrição alimentar, este tipo de exercício pode, ainda, auxiliar na perda de peso em pacientes que têm sobrepeso e/ou obesidade. Este tipo de exercício tem também demonstrado ter efeitos positivos sobre condições psicológicas como sintomas depressivos, que são comuns em pessoas com esta doença.

Os exercícios de alongamento e flexibilidade são uma estratégia lógica de exercício. Isto porque mantém ou aumenta as amplitudes de movimento.

Em conclusão: pessoas com osteoartrite devem ser incentivadas a aumentar os níveis de atividade física. Contudo, costumam surgir muitas barreiras por parte do paciente. Relatam a presença de dor durante o exercício, falta de tempo para a realização do mesmo ou falta de motivação. Nesses casos, cabe ao profissional de saúde quebrar estas barreiras e educar o paciente para a realização de exercício físico.

Pedro Bessa, Fisioterapeuta

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