Proteína e Doença Renal
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Proteína e Doença Renal: Mitos e Verdades

A proteína e a Doença Renal sempre estiveram sempre ligadas. Isto porque, de facto, sempre se acreditou que a ingestão elevada de proteína constituía um fator de risco para a Doença Renal. Mas tal não passa de um mito.

Proteína e Doença Renal: então, mas a proteína faz mal ao rim?

  1. Associado ao aumento da ingestão proteica está o aumento da excreção de cálcio urinária o que muitas vezes assume uma maior reabsorção de cálcio óssea. Mas tal nunca pode ser devidamente comprovado;
  2. O aumento do consumo de Proteína tem em si associada o aumento da taxa de filtração glomerular aguda e tal faz supor um risco renal. No entanto, nunca se conseguiu comprovar tal. Aliás, populações com um consumo crónico elevado não exibem maior incidência de Doença renal;
  3. Os estudos associativos chegaram a relatar que o consumo de proteína tinha uma correlação significativa com a doença renal e inclusive alguns tipos de cancro. Mas, na verdade, esse efeito era claramente enviesado pelo elevado consumo de carne vermelha das amostras em estudo;
  4. Apenas as pessoas com historial ou suscetibilidade para a doença renal parecem ter algum risco de desenvolver insuficiência renal.

E a Creatina? Faz mal ao rim?

A Creatina é dos suplementos mais estudados no mercado e muitas vezes associado ao dano renal. De facto este é mais um mito, vamos então perceber porquê:

  1. A ingestão de Creatina tem a si associado o aumento das concentrações sanguíneas de creatinina que é se trata de um marcador de dano renal. Naturalmente que a creatinina oriunda da transformação da creatina ingerida e a oriunda de danos renais não são a mesma coisa… embora tenham vindo a ser consideradas como tal;
  2. Mais uma vez apenas as pessoas que tenham historial de doença renal prévia é que terão um risco acrescido de desenvolver insuficiência renal ingerindo creatina, pelo que não se recomenda a sua utilização;
  3. É fundamental cumprir as doses prescritas pelo profissional de nutrição, para não se ingerirem doses potencialmente tóxicas e cujo efeito pode ser deletério particularmente ao nível renal.

O que é que faz bem ao rim?

  • Beber muita água;
  • Reduzir a ingestão de sal (balancear de acordo com a prática de exercício físico);
  • Reduzir a ingestão de gordura saturada, gordura trans e colesterol;
  • Aumentar o consumo de grãos integrais.

Redigido pela nossa Equipa de Nutrição

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