Trabalho específico de um futebolista em período de férias - ROPE - Reabilitação e Otimização de Performance
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Trabalho específico de um futebolista em período de férias

Trabalho específico de um futebolista em período de férias

Que tipo de trabalho específico deve fazer um futebolista durante o período de férias?

 

O foco do trabalho são os pilares do rendimento desportivo: força, resistência, velocidade, agilidade, etc., condicionantes físicas transversais aos Jogos Desportivos Coletivos.

 

É importante criar uma boa base de trabalho que lhes permita um bom arranque de temporada e uma manutenção de níveis físicos “saudáveis” para a prática desportiva.

 

Para além de ser um período de preparação física geral, temos o cuidado de avaliar o atleta e trabalhar sobre os índices de risco de lesão e sobre os pontos a potenciar para que o início da época seja o mais positivo possível para o jogador.

 

Esta dinâmica de trabalho deve ser mantida ao longo de toda a época, potenciando a recuperação física e a saúde desportiva e mantendo o atleta livre de lesões e com índices físicos óptimos.

 

Após uma longa temporada desportiva, um período de férias cuidado e regrado é fundamental para um bom arranque de época. Um arranque gradual permite ao jogador evitar o choque entre o período de transição (férias) e o início do período competitivo.

 

É fundamental que haja um período de férias de cerca de duas semanas para que o jogador possa recuperar física e mentalmente. Neste período, pode-se recorrer a atividades físicas diferenciadas com intensidade moderada ou baixa e mesmo algumas formas mais lúdicas de exercício. No entanto, não devemos prolongar muito mais tempo, visto que num mundo tão competitivo e exigente como o do futebol um dia sem treinar é um dia em que se perde terreno para os concorrentes!

 

Quanto ao doseamento da carga de treino, não devemos vê-la apenas como treinar ou não treinar. Na nossa opinião, um bom planeamento gere-se com uma frequência de treino assídua, balanceando as cargas de forma equilibrada a cada treino.

 

Nesta variabilidade de treino devem ser intercalados princípios e zonas de treino não concorrentes para que o desenvolvimento físico e técnico não seja influenciado pelo treino do dia anterior Neste sentido os treinos de recuperação assumem um papel fundamental no processo de treino, uma vez que nos permitem assegurar uma recuperação ativa bem mais eficaz do que uma simples folga.

 

Hoje em dia, há, sem dúvida, uma maior preocupação por parte dos profissionais do desporto em cuidarem-se fora do período competitivo.

 

Os jogadores estão mais alerta com os cuidados que devem ter no período de férias e nota-se, ainda, que a preocupação já não se prende só com o “estar bem” para iniciar o período de pré-época. Os jogadores já nos procuram porque querem melhorar aspetos individuais que acham necessários para ganharem, desde logo, algo mais do que apenas estarem numa boa condição física para iniciar a época. Entre estes aspetos mais específicos, temos a correção/melhoria da técnica de corrida, a potencialização da impulsão vertical, o aumento da velocidade de reação, o reequilíbrio dos rácios de força, capacidade de decidir mais rápido, etc.

 

Para concluir, é importante referir que vários aspetos devem ser tidos em conta na preparação de um atleta, desde a periodização do treino, a nutrição, a psicologia, a podologia/biomecânica, a avaliação e controlo de treino, entre outros, dando assim resposta às complexas necessidades dos atletas e às exigências dos treinadores.

 

PREPARADORES FÍSICOS ROPE

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